sábado, 25 de setembro de 2010

TURISMO - Barragem de Anagé e seu papel no desenvolvimento local



BARRAGEM DE ANAGÉ:

ANTECEDENTES

Os primeiros estudos que enfocaram a execução da barragem no Rio Gavião, datam de 1972 através do consórcio do COBA – ERN e o DNOCS. Nesta época já se cogitava a perenização do Rio Gavião à jusante da barragem, irrigação, psicultura, laser e turismo.

Nos anos 85/86 o nosso grande Deputado Federal, o advogado ELQUISON DIAS SOARES, filho da terra, em seu segundo mandato, através de articulação política, conseguiu junto ao presidente da República José Sarney, recursos no orçamento da união na ordem de 250 milhões de dólares, suficiente na época, para que a construtora Andrade Gutierrez construísse com seus 500 operários, entre mão-de-obra permanente (220) e transitória (280) a referida obra.

Construída com a finalidade de promover o desenvolvimento da região, logo se tornou também um importante pólo turístico do Sudoeste baiano, atingindo a marca dos seus 2.609.000 habitantes. A barragem alcança os municípios de Anagé, Belo Campo, Caraíbas e também o município de Vitória da Conquista no local chamado Poço da Vaca, represando o leito do Rio Gavião (maior rio seco do estado da Bahia) distante 7 km da cidade de Anagé e 52 km de Vitória da Conquista, pela BR–407 (via Oeste). A barragem tem 44 km de extensão, 127 km de perímetro, 37 km² de superfície, com uma profundidade de até 51,2 metros. Represa um volume de água de 255 milhões de metros cúbicos, possibilitando a irrigação de mais de 10.000 hectares, hoje 2.400 hectares já irrigados com aproximadamente 20.000 empregos diretos e indiretos, além do abastecimento das cidades de Anagé e Caraíbas. A água que corre durante todo o ano no Rio Gavião passando por essa barragem é lançada no Rio de Contas e vai até a cidade de Itacaré.

Na época da construção, o DNOCS garantia às famílias atingidas pela inundação, lotes de cinco hectares, irrigados, com casa de alvenaria, estradas, eletrificação, saneamento, posto médico, escolas, prédios comunitários, financiamento de entidades de crédito oficial, etc. Foram indenizados pelo Governo Federal apenas quem tinha escrituras ou benfeitorias, os outros viram suas terras desaparecerem pela inundação da água que tomou toda a área no final de dezembro de 89, gerando grande revolta dos posseiros. Todavia, por falta de representação política na Câmara Alta, falência do próprio DNOCS e a já reconhecida falta de vontade do Governo Federal para com o Nordeste e a inércia política nas demais esferas governamentais, as finalidades, para as quais foi construída nunca foram cumpridas. E o que se vê é um total abandono do projeto inicial com a conseqüente transformação da barragem em área de lazer e grandes plantios, sobretudo de côco, pinha e manga.

RIO GAVIÃO
O Rio Gavião com 296 km, de extensão, nasce no estado de Minas Gerais a 19 km de Jacaraci (BA). Até chegar em Anagé ele vai baixando seu nível em aproximadamente um metro a cada km percorrido. Um paredão (trincheira) de 53,5m de altura e 1350m de extensão represa um volume de 255 milhões de m³ de água a 412m acima do nível do mar. A grande lagoa represada na barragem de Anagé tem 44 km de extensão em seu percurso, isso sem computar a extensão dos braços que vão se formando ao longo da barragem, banhando, em seu perímetro de 127 km, os municípios de Anagé, Belo Campo e Caraíbas.

No local, situada a 208 km da nascente foi construído um sangradouro todo em concreto, com 180 metros de extensão e paredões de 421,5m de altura acima do nível do mar. Por ele escoa a água excedente que vai desembocar no Rio de Contas situado a 86 km dali. Vale dizer que o Rio de Contas leva esta água até o município de Itacaré.

PLANTIO
Com terra fértil e bastante água, uma variedade de frutas e verduras são produzidas ao longo da margem da barragem onde se destacam o cultivo de côco (50 mil pés) e aproximadamente 100.000 pés de manga das espécies Tomus, Hadem e Rosa, que são exportadas para a Europa e Estados Unidos atendendo também o mercado de São Paulo que consome a manga tipo B.

 

HIDROGRAFIA
Á área é drenada pelo Rio Gavião e seus tributários, os ribeirões Poço da Vaca, Anta Gorda, Amargoso, Caititú e Poço Comprido, e os riachos São João, Barra da Onça, Duas Barras, Lajedo, Jibóia e outros de menor importância.

Todos os cursos de água desta área são intermitentes, mantendo seus leitos secos durante grande parte do ano.


PESCA
Uma grande variedade de peixes tais como o Tambaqui, Tilapia, Traíra, Carpa, Acari, Piau, Bagre, Curibatá, Tucunaré, Apairi, Corvina e Camarão, dentre outros, são encontrados neste lago, fazendo parte do Projeto de Psicultura, com uma produção de 700 tolenadas de pescado por ano, beneficiando a mais de 20 mil pessoas.


A PRAINHA
Pertencente ao município de Anagé, criada com finalidade de oferecer uma melhor estrutura aos turistas freqüentadores, a prainha possui uma extensão de aproximadamente 2 km da margem esquerda, onde se localizam hoje 10 cabanas, tipicamente de praia, que durante o verão são freqüentadas por milhares de turistas que apreciam a culinária típica e se divertem, sobretudo, com o banho na barragem.
 


HÓTEIS E POUSADAS
A Pousada “O Tempo e o Vento” é um excelente local para se hospedar, possui 19 apartamentos, com todos os equipamentos de um excelente hotel, conta ainda com pesque-pague, campo de futebol, piscinas e parque infantil.

A Pousada “Farol” localizada na prainha de Caraíbas conta com 8 apartamentos igualmente equipados, piscinas e área para show.

ÁREA DE LAZER
Grande número de residências, algumas belas mansões são encontradas às margens da barragem que ancora aproximadamente oitenta embarcações, tais como; lanchas, jangas e jet-skis.
 



Fonte: TECNOSAN, DNOCS, site aondefica.com e Blândson Soares.

Um comentário: